Debêntures: o que é e como funciona esse investimento

Debêntures
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As debêntures são títulos de dívidas emitidos por empresas para financiar seus projetos. É um ativo de renda fixa que oferece rentabilidade mais elevada por ter um risco maior ao investidor. 

Investidores que adquirem esses títulos se tornam credores das empresas e irão receber o dinheiro de volta acrescido de juros. Também existe a possibilidade de receber ações como forma de pagamento. 

Ao contrário de investimentos como LCI e LCA, as debêntures não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Essa proteção garante até R$ 250 mil de cobertura por CPF, por instituição. Esse montante é renovado após 4 anos. 

As empresas optam por essa emissão de títulos por causa do custo mais barato na comparação a um empréstimo bancário. Por isso, oferecem juros elevados a quem investe. 

As empresas de capital fechado e aberto podem emitir títulos de debêntures. Mas a oferta pública só pode ser feita por empresas de capital aberto. 

Tipos de debêntures

Dependendo do objetivo do investidor e do seu apetite a risco, é possível escolher entre diferentes tipos de debêntures: 

  • Simples: é o tipo mais comum, com juros pré-fixados, pós-fixados ou híbridos. Não podem ser convertidos em ações da empresa e tem prazo mínimo de 1 ano;
  • Conversíveis: nesse modelo, o credor pode optar por receber o crédito em ações da empresa;
  • Permutáveis: o investidor pode trocar o título por ações de empresas que não sejam a emissora da dívida. É preciso ficar atento às regras e condições na escritura;
  • Incentivadas: também conhecidas como debêntures de infraestrutura, são usadas geralmente por empresas que prestam serviço ao governo. Destinadas a projetos que ajudam a economia a se desenvolver, como construção de portos, rodovias, logística, saneamento básico etc. Por isso, são isentas de imposto de renda.

Rentabilidade

Os juros pagos pelos títulos de debêntures aos investidores podem ser compostos de três formas diferentes: 

  • Pré-fixado: definido no momento da contratação. É possível saber quando irá receber de volta antes do investimento. 
  • Pós-fixado: atrelado à Selic ou ao CDI. A rentabilidade será conhecida apenas no momento do resgate do investimento. 
  • Híbrido: atrelado ao IPCA + uma taxa fixa. Esse modelo protege o poder de compra do investidor contra a inflação. 

O investidor precisa levar em consideração o tempo do investimento. No caso das debêntures, o prazo de resgate costuma ser mais alto, além de não ser simples fácil vender o título no mercado secundário, principalmente as debêntures emitidas por empresas de capital fechado, o que a caracteriza como um ativo de baixa liquidez

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