Descubra seu perfil de investidor

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Em algum momento da sua trajetória como investidor você teve que preencher um questionário para definir o seu perfil de investidor, não foi? Afinal, o que são perfis de investidor e para que eles servem? Eu vou te explicar nesse vídeo e, ao final, você vai descobrir qual é o seu perfil.  

Olá, investidor! Seja bem-vindo!

Quando as empresas de investimentos pedem para você preencher um questionário para definir o seu perfil de investidor, elas estão cumprindo uma exigência regulatória. Existe uma instrução da CVM que estabelece que: “As pessoas habilitadas a atuar como integrantes do sistema de distribuição e os consultores de valores mobiliários não podem recomendar produtos, realizar operações ou prestar serviços sem que verifiquem sua adequação ao perfil do cliente”. Ou seja, aquele produto financeiro tem que ser adequado ao seu perfil. 

Geralmente as empresas e profissionais de investimento aplicam um questionário, o “suitability”. Avaliar o seu perfil de investidor é uma forma de entender quanto de risco você está disposto a aceitar sobre o seu patrimônio. 

Isto envolve vários aspectos, tais como: 

Volume: investidores que contam com um patrimônio elevado podem (em tese) absorver perdas nominais mais altas. Por exemplo, uma perda de R$ 1 mil para um investidor com R$ 10 milhões de patrimônio representa 0,01% de perdas. Já para um investidor com R$ 10 mil de patrimônio investido, representa uma perda de 10%; 

Planos para o patrimônio: quem está guardando dinheiro para algum objetivo de curto ou médio prazo, têm menos propensão a arriscá-lo; 

Padrões comportamentais: crenças, valores pessoais e visões de mundo interferem na disposição de um investidor de arriscar mais ou menos. Há investidores que estão pessoalmente dispostos a  assumir mais riscos que outros.​

E quais são os perfis de investidor? 

A Diretriz da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) estabelece três perfis de investidor: 

Conservador: investidor que declara possuir baixa tolerância a risco e que prioriza investimentos com alta liquidez; 

Moderado: investidor que declara média tolerância a risco e busca a preservação de seu capital no longo prazo, com disposição a destinar uma parte de seus recursos a investimentos de maior risco; e

Arrojado (Ousado ou Agressivo também são usados): investidor que declara tolerância a risco e aceita potenciais perdas em busca de maiores retornos.

Pela diretriz da ANBIMA, o investidor de perfil conservador deve ser recomendado a investir apenas em produtos de maior segurança. Um exemplo extraído da diretriz da ANBIMA são títulos de renda fixa indexados ao CDI e emitidos por uma empresa ou instituição cujo rating seja grau de investimento 5. 

Já o investidor de perfil moderado pode assumir mais riscos, em nível controlado. Entre as possibilidades sugeridas pelo documento estão fundos imobiliários e títulos de renda fixa com emissor sem grau de investimento 6. Ações, opções, cotas de fundos de investimento em participações e outros investimentos em renda variável, pela diretriz da ANBIMA, devem ser recomendadas apenas aos investidores do terceiro perfil, os arrojados.

Os investimentos alternativos, são por definição investimentos com menos liquidez que a média do mercado. Mas isso não significa que eles estejam restritos apenas aos investidores arrojados.

Por exemplo, as plataformas de investimento coletivo, também conhecidas como plataformas de crowdfunding, reguladas pela CVM, são dispensadas pela Instrução 588 da adequação dos produtos, serviços e operações ao perfil do cliente.  No entanto, a regulação estipula um valor máximo para investir por ano a depender do patrimônio e renda do investidor. Pessoas com menos de R$ 100 mil em investimento ou renda anual, por exemplo, só podem investir até R$ 10 mil em plataformas de crowdfunding.

O aspecto importante a ser considerado é que, como são investimentos com menor liquidez e maior risco, o perfil do investidor acaba influenciando para determinar o percentual de alocação da carteira nessa classe de ativos. Perfis mais conservadores, alocam um percentual pequeno e perfis mais arrojados, terão uma fatia maior dos seus investimentos em alternativos. Mas todos eles podem investir em startups, por exemplo, em busca de maiores retornos. 

Na nossa plataforma, a beegin, as oportunidades oferecidas são de investimentos em startups ou em empresas chamadas de “scale-ups”, empresas que já validaram seus modelos de negócio no mercado, normalmente já faturam acima de R$ 3 milhões, e estão captando recursos para financiar uma nova etapa de crescimento.

Se você tem interesse em conhecer melhor sobre essa classe de ativos, descubra o seu perfil de investidor aqui.

Até a próxima!

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