Fundo de private equity: o que é e como investir

Fundo de private equity

Chamamos de private equity o segmento do mercado de capitais que envolve investimento em empresas de capital fechado. Parcela considerável deste mercado é coberta por um tipo específico de condomínio de investidores, conhecido como fundo de private equity. O que são eles e em que se diferenciam dos outros fundos de investimento.

O que são fundos de private equity

Fundo de private equity é o nome comumente usado para o que a regulação chama de “fundos de investimento em participações”, conhecidos também por FIPs. Estes são fundos cuja tese de investimento necessariamente inclui empresas não listadas na bolsa de valores. Seu funcionamento é regulado pela Instrução 578 da CVM, publicada em 2016.

Também existem fundos de private equity sediados fora do Brasil, mas com investimento em empresas daqui. Eles são conhecidos como fundos off shore, palavra cuja tradução literal é “no mar alto”, e que costuma designar operações realizadas fora da fronteira do país.

Esta é a principal diferença desses fundos e os demais. Um fundo de renda fixa, por exemplo, aloca o capital do investidor apenas em títulos de dívida. Já um fundo de investimento imobiliário tem no portfólio apenas projetos de construção ou títulos lastreados em imóveis, como a LCI (Letra de Câmbio Imobiliária).

Como funcionam os fundos?

Um fundo de investimento em participações é criado por um administrador, ou seja, uma empresa especializada em criar e administrar fundos. Para criar o fundo, o administrador deve reunir as principais informações sobre ele em um regulamento e solicitar o registro na CVM para funcionamento. Uma vez constituído, o administrador oferece as cotas do fundo a investidores.

Um fundo de investimento é uma sociedade dividida em cotas. Quando um investidor aplica em um fundo, ele compra cotas proporcionais ao valor de seu investimento. Por exemplo, se uma cota vale R$ 100,00, um investidor que aplica R$ 10 mil está comprando 100 cotas.

Os recursos levantados pelo fundo de private equity são aplicados em empresas que estejam alinhadas à sua tese de investimento. Os investimentos são conduzidos pelo gestor do fundo, que pode ser o próprio administrador ou um terceiro. Este gestor é responsável por selecionar os investimentos e conduzi-los, com base na tese de investimento do fundo. 

A valorização do fundo é estimada a partir da valorização das empresas investidas. Como as companhias de capital fechado não têm ações negociadas na bolsa, esta estimativa é feita a partir da avaliação de seus indicadores financeiros.

O fundo permanece como sócio da empresa investida até que aconteça uma saída, ou seja, até que ele venda sua participação na empresa. Isto pode acontecer por meio de uma nova captação de investimento, a venda da empresa, um IPO ou outro mecanismo. Na saída, o capital investido volta ao fundo, e o valor das cotas é recalculado a partir dos ganhos obtidos na operação.

O capital do fundo também pode incorporar os dividendos, ou seja, os lucros das empresas investidas distribuídos aos sócios.

O investidor que aporta em um fundo de investimento em participações recebe seu investimento de volta após um prazo definido no regulamento. Os prazos dos FIPs costumam ser longos, normalmente acima de 5 anos, podendo ultrapassar 10 anos. No vencimento, o capital retorna aos investidores incorporando os ganhos e perdas obtidos com as empresas que compõem a carteira.

Os benefícios de investir em fundos de private equity

Quando um investidor escolhe comprar cotas de um FIP, ao invés de alocar diretamente nas empresas de seu interesse, ele contrata a expertise da gestora na seleção e manutenção dos ativos da carteira.

Uma gestora de private equity conta com uma equipe especializada em identificar oportunidades de investimento alinhadas à tese do fundo. Analistas de mercado, advogados, auditores, todos são contratados pela gestora e atendem aos cotistas do fundo como um todo.

Isto dilui consideravelmente o custo de prospecção, análise e gestão da carteira do investidor. Em um family office, por exemplo, uma equipe de perfil similar, interna e externa, é mantida apenas para administrar o patrimônio de uma família. Tanto que os family offices são também cotistas de vários FIPs, atuando muitas vezes como investidores profissionais ou qualificados mesmo nas ofertas de esforço restrito.

Os fundos de private equity também apresentam maior potencial de rentabilidade. Vários deles têm como estratégia obter retorno na saída do investimento, o que pode acontecer quando a empresa abre capital na bolsa de valores. Por isso eles apostam em empresas com um plano de crescimento claro e factível, o que traz segurança ao investidor. 

Além disso, diferente dos fundos que atuam em venture capital, a aposta do private equity é em empresas de maior porte, mais maduras. Isto reduz consideravelmente o risco do investimento, porque as empresas que compõem a carteira estão menos expostas à incerteza do mercado.

Como investir em um fundo de private equity?

A oferta de um fundo de private equity é conduzida pela administradora do fundo. Muitas das ofertas de quotas de FIP são realizadas com esforço restrito, ou seja, não são amplamente divulgadas aos investidores. Estas ofertas geralmente ficam restritas a investidores profissionais, que possuem patrimônio investido superior a R$ 10 milhões, ou a qualificados, com patrimônio superior a R$ 1 milhão.

Por isso, quem tem interesse em investir neste formato precisa ficar atento às ofertas públicas de fundos no mercado. Caso seja um investidor profissional ou qualificado, ele pode entrar em contato e se apresentar aos gestores de fundos regulados pela CVM. Desta forma, eles terão o investidor no radar quando abrirem a captação de um fundo novo. O Grupo Solum, do qual a Solum.ed faz parte, conta com a Solum VC, gestora com foco em pequenas e médias empresas.

Alternativa ao fundo de private equity

Para quem está interessado em investir em private equity há uma alternativa aos fundos. São as plataformas de investimentos alternativos, ou equity crowdfunding. Regulamentadas pela Instrução 588/2017 da CVM, elas permitem que o investidor aloque em títulos emitidos por empresas com faturamento de até R$ 10 milhões.

Na beegin.invest, plataforma de investimento alternativo do Grupo Solum, o investidor tem acesso a ofertas realizadas por pequenas e médias empresas mais maduras, já validadas pelo mercado. 

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