Investidor anjo: como pode ajudar as novas empresas

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As empresas em formação ou fase inicial de desenvolvimento, conhecidas como startups, precisam de investimento inicial até que o negócio comece a rodar de forma financeiramente sustentável. É nessas primeiras rodadas de investimento que entra o investidor anjo ou angel investor.

O investimento anjo é feito por pessoas físicas em startups que estão em seu estágio de validação do produto ou que acabaram de validá-lo. Normalmente, são profissionais liberais, empresários e executivos. O modelo de contrato mais comum nesses casos é o mútuo conversível.

E, ao contrário do que muitos imaginam, não é necessário ter grande fortuna para conseguir ser investidor anjo. É possível começar com aportes a partir de R$ 20 mil, podendo chegar a R$ 600 mil.

Esse tipo de investimento é feito por um grupo de dois a cinco investidores, que se juntam visando diluir os riscos e compartilhar níveis de participação no negócio. Geralmente, esse grupo escolhe um investidor líder, ou lead investor, que será responsável por fazer uma pré-avaliação do projeto e negociar com o empreendedor.

Quando, além do capital financeiro, o investimento anjo é acompanhado de capital intelectual, é chamado smart money. Os investidores trazem experiências e conhecimentos do mercado para servir de consultores aos empreendedores. Isso pode ser útil para minimizar a chance de erros comuns no início da operação.

Em um cenário de juros baixos, investimentos alternativos, como o anjo, acabam sendo atraentes para investidores que querem diversificar suas carteiras e conseguir retornos maiores.

O investimento anjo é um ativo de renda variável focado no médio e longo prazo. O recomendado é que o investidor não destine mais que 10% do seu capital para essa opção, já que os riscos são elevados.

Ele não tem papel executivo na empresa e não participa da operação no dia a dia, mas atua como consultor do negócio e dá apoio na hora de pleitear novas rodadas de investimento para expansão comercial.

Mercado de capitais

O primeiro passo para alcançar o sucesso nos investimentos é estudar sobre o mercado financeiro e de capitais. Quanto mais conhecimento tiver, melhor será a habilidade do investidor na tomada de decisões acertadas, medindo o risco e retorno das alternativas.

Existem livros técnicos e cursos de especialização que são excelentes recursos para quem deseja se aprofundar em algum aspecto específico do mercado de capitais. No entanto, antes disso, os investidores precisam ter visão geral do assunto, isto é, uma compreensão ampla desse mercado e das oportunidades que ele oferece.

O que é e como funciona o mercado de capitais

Como em qualquer situação, o melhor ponto de partida para entender o mercado de capitais é analisando o próprio conceito.

Mercado de capitais corresponde ao local onde são negociados ativos financeiros, especificamente aqueles caracterizados como valores mobiliários.

Os valores mobiliários são quaisquer títulos ou contratos de investimento coletivo, ofertados publicamente, que gerem direito de participação, parceria ou remuneração. A negociação de valores mobiliários é regulada pela lei 6.385/1976.

Entre os diferentes valores mobiliários, podemos destacar:

  • ações;
  • opções;
  • debêntures;
  • contratos futuros;
  • Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

O mercado de capitais é uma subdivisão do mercado financeiro. Enquanto o de capitais abrange apenas as atividades de negociação de valores mobiliários, o financeiro inclui uma série de outras atividades, como as bancárias, de câmbio e crédito.

Principais participantes do mercado de capitais

O mercado de capitais é considerado complexo devido a dois fatores: a variedade de valores mobiliários que podem ser negociados e grande quantidade de participantes. Os investidores são a categoria central de participantes.

No entanto, reguladores, emissores e intermediários do processo de investimento desempenham papéis fundamentais para a dinâmica do mercado.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o principal regulador do mercado de capitais. Ela é responsável por elaborar normas para manter o bom funcionamento do mercado e fiscalizar a atuação dos outros participantes.

É de responsabilidade da CVM aplicar as sanções cabíveis quando suas normas são descumpridas.

Bolsa de valores

A bolsa de valores é um ambiente em que algumas atividades de negociação de ativos se desenvolvem, e a mais conhecida é a negociação de ações.

A organização responsável por administrar a bolsa de valores — no caso do Brasil, a B3 — é um participante fundamental. Afinal, ela tem controle sobre esse ambiente e, desde que respeitando as normas de outros reguladores, pode determinar seu funcionamento.

É importante ter em mente que não são todos os ativos financeiros passíveis de negociação na bolsa. Por exemplo, os investimentos de private equity e venture capital são negociados por outros meios.

Empresa

Toda empresa pode participar do mercado de capitais, seja como investidora ou emissora de valores mobiliários. Os principais ativos financeiros que as organizações podem emitir são debêntures e ações.

Os processos para realizar a emissão de papéis no mercado de capitais são altamente técnicos e rigorosos. Por isso, quando uma empresa opta por seguir esse caminho para captar recursos de terceiros, ela precisa do apoio de instituições financeiras.

Por exemplo, na realização de uma Oferta Pública Inicial de ações (IPO) é comum haver quatro ou cinco bancos de investimentos envolvidos.

Corretora de valores

A corretora de valores tem papel fundamental como intermediário no mercado de capitais, responsável pela disponibilização dos ativos aos investidores, viabilizando a compra e venda de papéis. Assim, ela faz a comunicação entre emissores e investidores.

A corretora pode atuar de duas formas, não excludentes. Por um lado, ela pode colocar à disposição dos investidores uma equipe de profissionais responsável por tomar as ordens de compra e venda e colocá-las no mercado.

Por outro lado, ela pode oferecer uma plataforma — como os home brokers — na qual os investidores consigam colocar suas próprias ordens de compra e venda no mercado.

Bancos

Os bancos são participantes que desenvolvem mais de uma atividade no mercado de capitais. Por um lado, eles podem realizar a emissão de valores mobiliários, como CDBs, LCIs e LCAs. Por outro, podem ser intermediários para promover a distribuição dos ativos aos investidores.

Essa é a diferença fundamental entre uma corretora e um banco de investimento. A corretora apenas distribui valores mobiliários, enquanto o banco pode emiti-los.

Outra atividade que incumbe aos bancos — mais especificamente, aos custodiantes — é a custódia dos ativos dos investidores. Em outras palavras, eles são responsáveis por guardar a carteira de ativos dos seus clientes, seja na forma virtual ou física.

Importância do mercado de capitais para o universo financeiro

O mercado de capitais, como já foi dito, representa apenas uma parte do mercado financeiro. No entanto, isso não significa que ele seja menos importante que as outras partes que o compõem.

É pelo mercado de capitais que bancos e empresas realizam a captação de recursos. O capital obtido com a venda de ativos financeiros é usado para manter suas operações em andamento ou financiar projetos de expansão.

Em outras palavras, o mercado de capitais é fundamental à economia. Sem ele, quando uma empresa atinge seu limite financeiro, ela não poderia crescer mais. Com ele, essa mesma companhia pode obter recursos de terceiros e, assim, continuar crescendo com a alavancagem financeira.

Naturalmente, existem outras opções para obter recursos de terceiros. No mercado de crédito, é possível recorrer a empréstimos e financiamentos. No entanto, a concessão de crédito é baseada na premissa de que o tomador deve apresentar o menor nível de risco possível. Isso acaba se tornando um obstáculo para muitas empresas.

Por outro lado, no mercado de capitais, empresas com perfil de maior risco ainda podem captar recursos. Assim, elas oferecem uma rentabilidade mais alta, compensando o risco com retorno atrativo. Assim, esse mercado é uma opção para organizações que precisam de capital e não podem obtê-lo via crédito.

Entenda quais são os ativos negociados

Existe uma grande variedade de ativos financeiros negociados no mercado de capitais, e a lista continua crescendo. Novas classes de valores mobiliários são criadas para atender às necessidades dos emissores e demandas dos investidores.

Renda fixa

Ao contrário do que alguns investidores iniciantes acreditam, um ativo de renda fixa não é o mesmo que de rentabilidade garantida. Além disso, não é sempre que esse tipo de ativo permite que o investidor saiba quanto receberá.

Essencialmente, o que caracteriza os ativos de renda fixa é o fator que determina sua rentabilidade estabelecida desde o começo. Um bom exemplo disso são os títulos do Tesouro Direto com rentabilidade pós-fixada, vinculada à Selic.

A Selic é determinada pelo Copom em reuniões a cada 45 dias. Portanto, ao fazer o investimento nesses títulos, não é possível saber exatamente qual será o retorno.

Entre a data do investimento e a do vencimento desses títulos, a Selic pode ser aumentada ou reduzida várias vezes. Apesar disso, o fator que determina a rentabilidade do título está claro desde o começo: é a Selic. O investidor não precisa se preocupar com outros elementos, como a variação do câmbio ou o preço do petróleo, porque eles não impactam esse investimento.

A clareza no fator que determina a rentabilidade não impede que ela fique abaixo do esperado ou até desapareça. Por exemplo, quem investiu em títulos do Tesouro Selic em agosto de 2016, fez o seu aporte quando a taxa Selic estava em 14,25% a.a., mas nos anos seguintes, até janeiro de 2021, ela foi reduzida até chegar em 2,0% a.a.

Veja quais são os principais ativos de renda fixa:

  • CDBs;
  • debêntures;
  • LCIs e LCAs;
  • CRIs e CRAs;
  • títulos do Tesouro Direto.

Renda variável

A renda variável funciona com a lógica oposta à renda fixa. Nesse caso, não há um fator que determine a rentabilidade dos ativos, estabelecido desde o começo. Pelo contrário, uma vasta gama de fatores pode impactar a rentabilidade, e a forma ou proporção desse impacto muitas vezes não é evidente.

As ações são o exemplo clássico. Ao comprar ações de uma empresa de sapatos, o desempenho desse papel no mercado — isto é, sua valorização ou desvalorização — pode ser afetado direta ou indiretamente por dezenas de fatores.

Se o preço do petróleo aumenta, certas matérias-primas derivadas dele, como plásticos e tecidos sintéticos, ficam mais caras. Então, o preço dos sapatos sobe, a empresa vende menos e as ações desvalorizam.

Se o real perde força, é possível ganhar mais com exportações sem mudar o preço dos produtos. Então, se a empresa tem operações no exterior, seu faturamento aumenta e as ações valorizam.

Se o governo criar um imposto para produtos industrializados, a empresa passa a ter uma despesa adicional. Então, os investidores podem ficar cautelosos e vender seus papéis, aumentando a oferta e desvalorizando as ações.

Devido a tantos fatores que afetam o desempenho dos ativos de renda variável, ele é menos previsível. Esse é um dos principais motivos para serem considerados de maior risco. Os principais ativos de renda variável são:

  • ações;
  • opções;
  • capital de risco;
  • Cotas de Fundos de Investimento;
  • Contratos Futuros de Moedas e Commodities;
  • notas conversíveis negociadas em equity crowdfunding.

Mercado primário e secundário

O mercado de capitais pode ser dividido em dois níveis de operações: primário e secundário.

No mercado primário, as operações ocorrem entre o emissor de valores mobiliários e o investidor. Por exemplo, quando uma empresa faz sua oferta pública inicial ou subsequente de ações, ela emite papéis novos e vende aos investidores.

Enquanto isso, no mercado secundário, as operações ocorrem entre investidores. Usando o mesmo exemplo, quando um investidor vende as ações da sua carteira para outro, esses não são papéis novos, mas que já estavam em circulação no mercado.

É importante notar que os dois níveis são regulados pela CVM. Existem normas que devem ser respeitadas, tanto nas operações entre emissor e investidor quanto nas operações entre investidores.

Outra observação importante é que os emissores de valores mobiliários somente conseguem fazer a captação de recursos no mercado primário. Enquanto isso, nas operações do mercado secundário, o capital associado com a compra e venda de papéis não vai mais para o emissor — a menos que ele esteja participando como investidor.

Como é investir no mercado de capitais

Para investir no mercado de capitais, o investidor deve ter uma estratégia que considere seu perfil — conservador, moderado ou agressivo —, com base em sua tolerância ao risco. Além de considerar seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

A partir da sua estratégia, o investidor pode determinar como será composta a carteira de ativos. Ou seja, ele estabelece quais ativos comprar e em qual proporção. O próximo passo é buscar os meios para negociar os que entrarão na carteira.

Por exemplo, se a estratégia envolve investimento em ações, é necessário criar uma conta em uma corretora para realizar operações na bolsa de valores. Existem tipos de investimento que não exigem, obrigatoriamente, um intermediário. É o caso do investimento em private equity que, a princípio, pode ser negociado diretamente entre a emissora do contrato e o investidor.

No entanto, contar com uma plataforma especializada nessas operações traz diversos benefícios. Um bom exemplo é o beegin, que viabiliza o investimento em empresas de grande potencial e ativos da economia real, que não estão na bolsa de valores.

Utilizar esse tipo de plataforma proporciona:

  • segurança a todos os envolvidos;
  • facilitação do acesso às melhores oportunidades;
  • simplificação do processo de formalização do investimento.

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Como investir em startups

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