Investimento em startup vale a pena? Entenda aqui

Investimento em startups
beegin -invista em startups

No Brasil e no mundo, vivemos já há alguns anos uma forte onda de desenvolvimento e investimento em startups. Segundo a Associação Brasileira de Startups, em relatório de 2020, existem cerca de 12,7 mil startups no país. Isso representa crescimento de 20 vezes em relação a 2011.

No entanto, para grande parte dos investidores, que não estão familiarizados com essa opção, ela ainda traz dúvidas. A principal delas é se o investimento em startup realmente vale a pena, ou é apenas o modismo da vez.

Para resumir a resposta, investir em startups oferece potencial de retorno muito atrativo. No entanto, isso não significa que seja uma opção adequada para todos os perfis de investidores, ou mesmo que toda startup seja uma opção interessante de investimento.

Neste artigo, você entenderá melhor a dinâmica do investimento e poderá concluir se ele vale a pena. Acompanhe!

O que é uma startup?

Antes de investir em startups, é preciso entender o conceito. O que diferencia essas empresas das demais? A resposta está no modelo de negócios.

Segundo Steve Blank, a startup é uma empresa com modelo escalável. Isso significa que ela consegue, sem grandes obstáculos, expandir suas operações e oferecer seu produto ou serviço para mais consumidores.

Em geral, isso é possível porque são empresas de base tecnológica, ou cujos modelos de negócio são transformados pelo digital. É mais difícil escalar negócios com produtos ou serviços tradicionais, mesmo adotando, por exemplo, estratégias de economia compartilhada, devido a custos como produção e logística.

Porém, é importante levar em consideração que a tecnologia é ponto relevante para tornar o negócio escalável, mas não é o único e suficiente. É preciso contar com outros aspectos, como as demandas e recursos suficientes.

Graças à característica da escalabilidade, as startups são reconhecidas como negócios com forte potencial intrínseco de crescimento. É claro que outros fatores determinam se ela vai, de fato, crescer ou não, por exemplo, a qualidade da gestão.

No entanto, elas não enfrentam os obstáculos que limitam o crescimento de empresas tradicionais. Essa já é uma grande vantagem competitiva.

Existem startups atuando nos mais diversos setores de mercado, e algumas recebem nomes específicos. Veja alguns exemplos:

  • edtechs: setor de educação;
  • healthtechs: setor de saúde;
  • fintechs: mercado financeiro;
  • insurtechs: mercado de seguros;
  • legaltechs: setor de serviços jurídicos.

Além disso, startups que atingem valuation de US$ 1 bilhão ou mais antes de realizar seu IPO são chamadas unicórnio, e aquelas que alcançam US$ 10 bilhões ou mais são super unicórnios, ou decacórnios.

Uber e WeWork são exemplos bem conhecidos de super unicórnios e, no Brasil, a primeira startup unicórnio foi a 99 (antiga 99taxis).

Quais as vantagens e desvantagens de investimento em startup?

O investimento em startup é uma opção que traz pontos positivos, mas também apresenta aspectos que exigem atenção. Um erro perigoso para o investidor é acompanhar essa tendência sem estar devidamente ciente dos dois lados.

Vantagens de investir em startup

O investimento em startup, assim como outros investimentos alternativos, tem a vantagem de oferecer retorno acima da média dos tradicionais.

Essa perspectiva de retorno está associada ao potencial de valorização das startups. Quando o investidor que entrou nos estágios iniciais faz sua saída, após o IPO ou quando a startup é adquirida, por exemplo, ele consegue vender suas ações a preço mais alto do que pagou por elas.

Outra vantagem é o potencial de crescimento dessas empresas. Mesmo que o investidor não tenha interesse em realizar uma saída, ele continuará se beneficiando da participação na organização. Afinal, ela pode manter a tendência de expansão e se consolidar como líder de mercado.

Nessa mesma linha, uma terceira vantagem é a possibilidade de internacionalização. Ainda que a startup já tenha expandido até o limite no mercado de um país, ela pode migrar suas operações para outros países, especialmente se o produto ou serviço oferecido puder ser oferecido ou vendido 100% on-line.

Vale mencionar que, graças à estrutura enxuta das startups, esse processo costuma ter menos custos e ser menos arriscado que a internacionalização de empresas tradicionais.

Desvantagens de investir em startup

As principais desvantagens do investimento em startup são, essencialmente, as mesmas de qualquer tipo de investimento: o risco é elevado e não há garantia de retorno. Afinal, não é possível prever com 100% de certeza o sucesso de uma startup.

No caso do investimento em startup, a incerteza do sucesso da startup investida se reflete em nível de risco mais elevado que no caso de ativos tradicionais no mercado financeiro. Além disso, em grande parte, os ativos tradicionais oferecem alguma proteção aos investidores.

Por exemplo, CDBs, LCIs e LCAs são alguns ativos sob a proteção do Fundo Garantidor de Crédito. E, os debenturistas, pela lei, têm preferência no recebimento de valores quando a empresa emissora do papel entra em falência.

Essas proteções não estão à disposição de quem investe em startups. Por isso, essa é uma opção de investimento mais recomendável para quem apresenta alta tolerância ao risco.

Outro ponto de atenção é que este é um investimento de longo prazo. Ao investir em startups, você pode levar anos para finalmente colher os frutos. Investidores que esperam retorno em curto a médio prazo podem não se satisfazer com essa opção.

Como aumentar as chances de sucesso no investimento em startup?

Mesmo com a incerteza de 100% do retorno de investimento em startup, existem medidas que podem ser tomadas para aumentar suas chances de sucesso. Essas medidas estão relacionadas ao preparo do investidor.

Em primeiro lugar, ele precisa ter uma sólida educação financeira. É fundamental entender como esse tipo de investimento funciona. Afinal, ele envolve operações bem diferentes da aplicação em um título vendido pelo banco, ou da negociação de papéis na bolsa de valores.

No investimento em startups, existem regras e processos próprios. Os direitos e deveres do investidor também são distintos. Você precisa conhecê-los antes de começar a buscar oportunidades.

E, já que estamos falando em buscar oportunidades, é preciso ter conhecimento do mercado. Por exemplo, se você pretende investir em startups ligadas ao setor de moda, é importante entender como essa área se organiza:

  • quais são os segmentos?
  • quais são as tendências?
  • quem são os principais players?
  • quais obstáculos são enfrentados?
  • como os consumidores se comportam?

Sem as respostas para essas e outras perguntas, você pode avaliar incorretamente as startups e colocar seu capital na iniciativa errada. Afinal, existem inúmeros casos de startups que, apesar do potencial de escalabilidade, nunca chegaram a decolar. É preciso separar o joio do trigo na hora de financiar uma iniciativa.

Para escolher boas opções de startups para investir, você pode consultar as oportunidades disponíveis na beegin. Esta é uma plataforma de equity crowdfunding que oferece para investimentos negócios cuidadosamente selecionados, com elevado potencial de retorno, como startups e scale-ups.

Como investir em startups

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.