Investimento seguro: como escolher os melhores

Investimento Seguro

Para quem busca diversificar a sua carteira em várias classes de ativos, é muito importante buscar investimento seguro, regulamentado por órgãos competentes, ou assegurado por garantias específicas.

É comum relacionar segurança com menor risco. Porém, podemos analisar a segurança de um ativo em outra perspectiva, considerando o quanto o investidor possui respaldo de terceiros e de condições pré-estabelecidas para assumir a relação risco retorno desejada.

O que é investimento seguro

Podemos considerar os investimentos seguros, aqueles que, independente do tamanho do seu risco, garantam um maior conforto em relação ao cumprimento dos direitos do investidor.

Os investimentos regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) são um exemplo. A CVM atua com o objetivo de regulamentar o mercado de capitais e garantir um desenvolvimento ético e organizado. 

Alguns ativos de ativos reguladas pela CVM:

  • Ações listadas na bolsa de valores: a CVM impõe diversas obrigações às empresas que abrem seu capital na bolsa de valores, garantindo uma maior segurança aos seus investidores. Além disso, estabelece alguns mecanismos que resguardam os investidores de forma direta, como o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP), que assegura aos investidores o ressarcimento de até R$ 120 mil para prejuízos comprovadamente causados pela ação irregular de participantes do mercado da B3. 
  • Private Equity e Venture Capital: os investimentos em empresas de capital fechado, conhecidos também como Private Equity e Venture Capital, são regulados pela CVM por meio de algumas instruções. A Resolução CVM 88 regulamenta ofertas públicas de valores mobiliários por meio de plataformas de Equity Crowdfunding, maneira mais acessível de investir nesses ativos. Já a Instrução CVM 578 regulamenta o funcionamento dos Fundos de Investimentos em Participações (FIPs), principais veículos de investimento dessa classe de ativos.

Outra forma de conferir segurança nos investimentos são as garantias. Um exemplo é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Para determinados ativos, como as LCIs, LCAs, CDBs e poupança,  garante o pagamento de até R$ 250 mil por instituição financeira, com limite de R$ 1 milhão, em caso de problema no retorno do investimento. 

Em operações de ativos alternativos, as garantias precisam estar previstas nos contratos de investimento. Por exemplo, em operações de crowdfunding imobiliário, voltados ao financiamento de empreendimentos da construção civil, o contrato pode oferecer uma garantia real, como o terreno onde será erguido o imóvel, que pode ser vendido caso o projeto não seja realizado no prazo. Também pode assegurar medidas como a prioridade aos investidores no recebimento das receitas. 

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