Investir em ações: tudo sobre esse ativo de renda variável

Investir em ações

Assim como a poupança é um investimento bastante popular entre os ativos de renda fixa, o investimento em ações é o mais popular entre os ativos de renda variável. Neste artigo, você vai aprender tudo o que precisa para entrar nesse mercado. 

Investidores iniciantes ainda apresentam receio de investir nesse tipo de ativo, muito por insegurança ou falta de informação. 

Pensando em diversificação de carteira, o investimento em ações é recomendado para um planejamento de longo prazo, potencializando os possíveis ganhos com o crescimento das empresas. 

O que são ações? 

A ação é a menor parte de uma empresa, ou seja, é como se fosse um grande bolo repartido em vários pequenos pedaços a serem comprados por investidores. 

Ao comprar uma das ações, você passa a ser sócio do negócio, se tornando elegível a receber parte dos eventuais dividendos pagos a partir dos lucros obtidos e se beneficiar da valorização da empresa em uma futura venda das ações.

Geralmente, os fundadores de uma empresa são donos de ações, além de outros possíveis sócios. 

Parte dessas ações pode ser negociada no mercado aberto, por meio da bolsa de valores, ou no mercado privado, por meio de fundos de private equity, venture capital ou por plataformas de equity crowdfunding, que estão crescendo muito nos últimos anos.

São dois os principais objetivos de quem compra a ação:

  • Conseguir vendê-la por um preço superior ao que pagou. Com isso, consegue lucrar com a operação; 
  • Receber dividendos da empresa. Tendo, portanto, uma renda passiva.

As ações normalmente são vendidas em pacotes de 100. Ou seja, se a ação unitária custa R$ 15, para investir nessas ações é preciso desembolsar R$ 1.500. 

Mas, também é possível comprar partes menores de ações, como unidades, e investir com um valor mais baixo. 

Tipos de investimentos em ações

Existem formas diferentes de investir no mercado de ações. Tudo depende de qual é a sua estratégia com esse investimento. 

Quem entra no mercado de ações, normalmente está procurando jogar no longo prazo. Mas, também, existem investidores que buscam possíveis ganhos rápidos com negociações em períodos mais curtos. 

Por isso, é importante conhecer os diferentes tipos de negociação para identificar qual se encaixa mais ao seu perfil. 

Day trade: o day trade, ou transação do dia em tradução livre, é uma negociação de curtíssimo prazo. Como o próprio nome diz, é quando o investidor adquire ações de uma empresa num dia e vende esse conjunto de ações no mesmo dia. 

Tudo isso utilizando a mesma corretora. É o tipo de negociação para quem tem paciência e tranquilidade para acompanhar o mercado financeiro durante todo o dia e ficar por dentro dos índices da bolsa de valores

Curto prazo: é quando o investidor compra as ações pensando em vendê-las no período máximo de até 1 ano. Para isso, é preciso acompanhar o mercado financeiro de forma constante, com o objetivo de encontrar boas oportunidades ao longo desse período. 

Longo prazo: quem entra no mercado de ações para investir no longo prazo acredita que a empresa irá crescer e aumentar seus indicadores financeiros e operacionais ao longo dos anos, fazendo com o preço das ações se valorize. 

Esse é o tipo de estratégia adotada por quem vislumbra a aposentadoria ou algum objetivo maior no longo prazo. 

Dividendos: quando as empresas de capital aberto apresentam lucro e já estão estabelecidas no mercado, costumam repartir os dividendos entre os acionistas. Ou seja, todo mundo que tem ações da empresa terá direito a receber uma parte desse lucro. 

Long short: a maior parte das operações na bolsa consiste em comprar ações por um preço e vendê-las por um preço mais alto. Porém, também é possível realizar uma operação short ou operar vendido. 

Ou seja, o processo é inverso. O investidor faz o aluguel de ações e a compra por um determinado valor. Mas ele só irá lucrar se o valor da ação diminuir. Se a ação se valorizar, ele fica no prejuízo. 

Como escolher ações

A escolha de ações precisa ser feita de forma cuidadosa. É preciso conhecer a empresa em que está investindo e analisar seu histórico, estrutura, perspectivas para o futuro e solidez no mercado. 

Para essas escolhas, é possível operar de algumas maneiras diferentes. 

Análise técnica: o gráfico de preços das ações é a fonte principal de informações na análise técnica. A partir dele, analistas e investidores enxergam padrões e tendências que podem definir o comportamento do preço dessas ações. 

Para quem faz day trade, a análise desses gráficos acontece várias vezes ao longo do dia. Para quem está no curto ou longo prazo, a análise é feita de forma mais espaçada. 

Análise fundamentalista: nesse caso, a análise é feita sobre a estrutura financeira da empresa. O objetivo é identificar o potencial de crescimento, fluxo de caixa e riscos do negócio. Assim, é possível evitar a compra de ações que já estejam perto do seu valor potencial máximo. 

Em uma análise top down, fatores macroeconômicos de mercado serão os grandes responsáveis pelas variações de uma empresa. Já na análise bottom up é considerada toda a estrutura da empresa e sua governança. 

Como investir em ações

O investimento em ações pode ser realizado por meio de negociações públicas ou privadas. 

Na negociação privada, a empresa ou seus acionistas negociam as ações das sociedades anônimas diretamente com os investidores, em especial os profissionais, como fundos de investimento ou family offices

Neste tipo de investimento, a sociedade anônima pode ter capital aberto, ou seja, ter registro de companhia aberta na CVM, ou fechado.

Já a negociação pública de ações é feita por meio de corretoras de valores, que são responsáveis por intermediar o processo de compra e venda dos ativos

Por isso, existem corretoras que cobram taxa de corretagem em toda ação de compra e venda de cada ação. E também cobram a taxa de custódia, paga para fazer o gerenciamento dessas ações. Na negociação há também as taxas cobradas pela B3.

Com o mercado de fintechs e instituições financeiras em crescimento, existem muitas corretoras que zeraram essas cobranças. 

O processo para investir em uma ação consiste nos seguintes passos: 

  • Identificar seu perfil de investir e definir uma estratégia de investimento;
  • Abrir conta em uma corretora de valores;
  • Definir se fará os investimentos via home broker (plataforma que o próprio investidor opera) ou via mesa de operações (feito em contato com um operador da corretora);
  • Escolher ações e começar a compra para formar a carteira. 

É importante ressaltar que as ações mais populares e procuradas são as que fazem parte do índice Ibovespa. São aquelas que representam cerca de 80% das negociações no pregão e servem de referência para indicar como foi o dia no mercado financeiro. 

Mas também existem outras ações, não listadas nesse índice, que estão disponíveis para compra dos investidores e funcionam da mesma forma. 

Vantagens e riscos de investir em ações

Investir em ações pode ser arriscado quando é feito de forma mal planejada e com capital que você irá precisar em um curto intervalo de tempo. 

O mercado financeiro é imprevisível, por isso, não é recomendado alocar dinheiro que você precisa em ações, já que não há controle sobre o preço delas. Há o risco de se perder dinheiro com a venda das ações antes da hora. 

Uma das principais vantagens do mercado de ações é a chance de alta rentabilidade, superior a investimentos de renda fixa. A tendência é que o preço das ações aumente ao longo dos anos, seguindo a evolução da empresa.

Quando falamos de ações de empresas não listadas na bolsa de valores, o potencial de valorização das ações é ainda maior, já que em sua grande maioria são empresas menos maduras, em fase de alto crescimento.

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