Como investir em startups e identificar as melhores

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A expansão do ecossistema de startups tem chamado a atenção de muita gente, em especial dos investidores de venture capital, interessados em ativos de longo prazo. Neste artigo, vamos mostrar como investir em startups e quais cuidados tomar neste caso.

O que são startups?

Há várias definições de startups. Eric Ries, em seu livro “A Startup Enxuta”, as define como “ uma organização que busca se tornar um negócio escalável e que surge em um contexto de extrema incerteza”. Já Steve Blank, em seu livro “Startup: Manual do Empreendedor”, afirma que elas são “uma organização temporária em busca de um modelo de negócio repetível e escalável”

No marco legal aprovado e sancionado em 2021, são consideradas startups no Brasil as empresas que cumprem os seguintes requisitos:

  • tenham receita bruta de até R$ 16 milhões;
  • tenham até 10 anos de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); e
  • declarem no seu ato ato constitutivo ou alterador a utilização de modelos de negócios inovadores, ou se enquadrem no regime especial Inova Simples.

No senso comum, o termo startup acaba sendo usado para novas empresas que tenham um grande uso da tecnologia em seu modelo de negócio, e que em muitos casos ainda está em fase de validação. Também se pode chamá-las de organizações exponenciais, nome dado pela Singularity University.

Há diferentes tipos de startups, cujos nomes são relacionados aos setores de atuação da empresa. Alguns exemplos:

  • Fintechs: setor financeiro;
  • Retailtech: varejo;
  • Agtech: agronegócio;
  • Edtech: educação;
  • Proptech ou construtech: imóveis e construção civil.

O que preciso observar ao investir em startups

Startups são empresas privadas, ou seja, de capital fechado. Por isso, estamos falando de um investimento alternativo, ou seja, apresentam as seguintes características:

  • Baixa liquidez;
  • Alto potencial de retorno;
  • Retornos em prazos longos;
  • Baixa correlação com demais ativos.

Contudo, startups apresentam uma característica adicional. Como estamos falando de negócios inovadores, é muito mais complexo estabelecer projeções coerentes de performance dos negócios. Ou seja, além dos riscos de investimento, temos aqui um elevado grau de incerteza.

Por isso, os investimentos em startups normalmente são considerados na modalidade venture capital devido o seu nível de risco ser maior que outros investimentos alternativos, como private equity, por exemplo.

Meios para investir em startups

É possível investir em startups das mais diferentes formas. As mais comuns, adotadas no Brasil, são as seguintes:

Investimento direto na startup

O investidor pode alocar seu capital diretamente na empresa em que pretende investir. Neste caso, o mais comum é atuar como investidor anjo, e alocar o seu capital por meio de contratos de mútuo conversível.

No investimento direto, é fundamental analisar o tamanho do mercado, a empresa e os seus fundadores, procurando avaliar principalmente o conhecimento do setor em que estão atuando e a sua capacidade de executar a estratégia proposta.

Grupos de investidores anjo

Vários investidores anjo se reúnem em grupos, por meio dos quais avaliam em conjunto as oportunidades de investimento. Alguns desses grupos são formados por ex-alunos de universidades ou faculdades de ponta, outros se articulam regionalmente ou por afinidade com a tese de investimento.

A vantagem de fazer parte de um grupo de investidores anjo é a otimização do processo de análise de startups. As tarefas de avaliação dos projetos e prospecção de oportunidades são compartilhadas entre os participantes, e a avaliação tende a se tornar mais certeira.

Equity crowdfunding

Outro caminho é por meio das plataformas de equity crowdfunding, reguladas pela Resolução 88/2022 da CVM. Neste caso, o investidor tem acesso aos dados da oportunidade por meio do site da plataforma, e conduz todo o processo de investimento por meio online. A beegin opera nesta modalidade de investimento.

Fundos de investimento em participações (FIP)

Também é possível aportar em startups por meio de fundos de investimento em participações, conhecidos pela sigla FIP. Neste modelo, o investidor adquire cotas do fundo, que tem como tese de investimento aportar em startups. Normalmente, eles investem em rodadas de maior valor, como a Série A. São conhecidos no mercado como fundos de venture capital.

Quer investir em ativos alternativos? Confira as oportunidades disponíveis na beegin.

Como investir em startups

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