Como investir no exterior e ganhar com a oscilação do câmbio

Investir no exterior

Com as constantes oscilações do valor do dólar, euro e outras moedas estrangeiras, o investidor pode se interessar em aproveitar parte desses ganhos ao investir no exterior, e desta forma diversificar seus investimentos. Contudo, fazer isso de forma segura e dentro das regras exige alguns cuidados.

Neste artigo, vamos apresentar de forma simples e rápida alguns caminhos que você pode adotar para investir no exterior, e explorar as oportunidades abertas com o câmbio.

Como investir no exterior de forma legal

Para investir em moeda estrangeira, há dois grandes caminhos possíveis: adquirir ativos no Brasil que estejam lastreados a moedas estrangeiras, ou adquirir ativos no exterior, por meio de corretoras internacionais. 

Para quem pretende investir no exterior, é importante ter claro que todo patrimônio alocado fora do país precisa constar na declaração de Imposto de Renda. Além disso, quem tem mais de US$1 milhão em capitais fora do Brasil precisa entregar a declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CDE) ao Banco Central do Brasil.

Ativos brasileiros lastreados em moeda estrangeira

Quem quer explorar a oscilação cambial para seus investimentos alocando capital em ativos disponíveis no Brasil tem algumas opções.

Investir em BDR

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são ativos listados na bolsa de valores brasileira, mas lastreados em ações de empresas listadas em bolsas no exterior. Por meio de uma corretora brasileira, o investidor pode acessar BDR de empresas como Amazon, Apple, Microsoft e Wal Mart. Também é possível investir em BDRs de empresas brasileiras listadas no exterior, como XP, Azul Linhas Aéreas e Stone.

Contratos e minicontratos de dólar

Na B3, também são negociados contratos futuros de câmbio. Esses contratos costumam ser divididos em minicontratos, mais acessíveis a investidores com menos capital para operar. 

Um contrato futuro de dólar custa US$50 mil, e pode ser dividido em minicontratos de US$1 mil. Por meio deles, o investidor negocia uma promessa de comprar dólar na data de vencimento, que é todo primeiro dia útil do mês.

O investidor, contudo, não precisa esperar o vencimento do contrato para operar. Ele pode especular com as expectativas para o câmbio da moeda, comprando em cenários de baixa e vendendo em alta.

Investir em ativos no exterior

Para investir diretamente em ativos no exterior, o investidor precisa abrir uma conta em uma corretora regulamentada do mercado em que pretende operar. Alguns mercados, como o norte-americano e o britânico, têm poucas restrições a investidores não residentes, ou seja, dão mais acesso a estrangeiros.

Normalmente, além de uma cópia de seu passaporte e um comprovante de residência, você deverá preencher apenas um formulário de investidor estrangeiro, onde fornecerá algumas informações básicas à corretora para que seu cadastro esteja de acordo com as normas do país.

Nesta operação, o investidor também precisará fazer uma remessa de dinheiro para a corretora, por meio de um banco integrado à rede SWIFT. Esta remessa funciona como uma espécie de DOC ou TED, mas como envolve transações internacionais ela costuma demorar mais tempo para ser liquidada e precisa passar pelo Banco Central.

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