IPO: o que é e como investir

O que é um IPO

O ano de 2021 está sendo de expansão na realização de IPO na bolsa de valores brasileira, a B3. De janeiro a agosto foram 30 aberturas de capital, número superior aos 25 de todo o ano de 2020, segundo a CVM. O recorde foi em 2007, com 64 IPOs.

Afinal, o que é um IPO e quais as oportunidades que ele traz aos investidores e ao mercado de capitais? É o que vamos discutir neste artigo.

O que é um IPO e para que serve?

IPO é a sigla para a expressão Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial. Trata-se da primeira oferta de ações que uma empresa faz na bolsa de valores. A partir deste momento, ela passa a ter seus papéis listados e negociados livremente entre os investidores.

“Fazer um IPO” é uma das formas pelas quais nos referimos a esta operação. Também podemos dizer “abrir capital”, “ir à bolsa” ou “listar a empresa” na bolsa. Cada expressão desta se refere a uma etapa do processo de IPO.

Por exemplo, falamos em “abrir capital” porque a empresa precisa ter o registro de companhia aberta na CVM para ter suas ações negociadas na bolsa. Já a expressão “empresa listada” é porque a bolsa tem uma “lista” das empresas que têm ações negociadas nela.

O IPO é uma forma de as empresas captarem recursos para financiarem planos de expansão. Ao venderem suas ações aos investidores, ela recebe capital em troca de participação societária na empresa.

O resultado desta venda pode ter dois destinos: o caixa da companhia ou de seus acionistas. O primeiro caso acontece quando se trata de uma oferta primária, ou seja, quando a empresa emite ações novas para vender aos investidores. Já no segundo caso, são os sócios da empresa que vendem parte de suas ações ao mercado, recuperando assim o valor que investiram no passado. Neste caso, falamos que se trata de uma oferta secundária.

A maior parte dos IPOs realizados no Brasil combina as duas modalidades, ou seja, parte das ações vendidas é de oferta primária, e parte de oferta secundária. Desta forma, as empresas que estão indo à bolsa tanto injetam recursos no seu caixa para financiar sua expansão quanto remuneram os investidores que apostaram nela no passado.

Como investir em um IPO

Um IPO normalmente conta com duas modalidades de ofertas: uma institucional e outra no varejo. A oferta institucional é feita pelas instituições que coordenam o IPO para investidores institucionais, ou seja, gestores de fundos de ações, fundos de pensão, seguradoras e family offices, entre outros.

Já a oferta não institucional ou de varejo é feita por meio de corretoras aos investidores pessoa física e investidores institucionais que prefiram adquirir menos ações. Ela costuma ter limites menores de valor de investimento, por exemplo entre R$3 mil e R$1 milhão.

Nos dois casos, os investidores fazem uma reserva de ações em um período anterior ao dia de início de negociação na bolsa. É bastante comum no Brasil que neste período os investidores institucionais participem de um processo chamado bookbuilding, no qual os coordenadores da oferta os consultam sobre o valor que estão dispostos a pagar pelas ações e, desta forma, definem o preço de referência da oferta.

Um dia antes do início da negociação da bolsa, a CVM concede o registro de companhia aberta à empresa, se a documentação estiver em ordem. No dia seguinte, as ações começam a ser negociadas na bolsa, e os investidores têm um prazo para adquirir as ações reservadas pelo preço de referência.

IPO e investimentos alternativos

Quando a empresa decide realizar o seu IPO, é porque ela atingiu um determinado grau de maturidade dos negócios. Para que isto aconteça, é muito provável que ela já tenha captado investimentos em etapas anteriores de sua evolução e financiado o seu crescimento.

Enquanto o IPO é um ponto de partida para quem investe em ações, para quem opera com investimentos alternativos ele é um ponto de chegada. Ou seja, enquanto os outros estão começando a aportar seu patrimônio nas empresas, o investidor de alternativos pode estar vendendo sua participação na empresa e realizando os ganhos esperados quando fez seu aporte.

Investir em private equity e venture capital, portanto, é uma forma de aproveitar o ciclo de maior crescimento de uma empresa. O investidor pode aportar recursos quando o negócio ainda é pequeno ou médio, e vê-lo valorizar até atingir o ponto de maturidade para realizar um IPO.

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