Mútuo conversível: como funciona esse tipo de contrato

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No atual mundo digital, é comum que investidores anjo estejam buscando novas startups para investir. Para fazer isso de forma menos burocrática, existe o mútuo conversível, um tipo de contrato que permite aportes financeiros em empresas em estágio inicial. 

O mútuo conversível é um modelo de contrato usado por empresas e investidores, permitindo que o aporte seja feito sem a necessidade de alteração do contrato social em um primeiro momento. 

Essa alternativa é importante para as startups que estão à procura de novas rodadas de investimento para financiar a expansão do negócio, desenvolvimento de produto, contratação de novas pessoas etc. 

O que é o contrato de mútuo conversível

O mútuo conversível em participação societária é um contrato particular de mútuo, ou seja, um empréstimo. E ele é conversível porque, após o período inicial de investimento acordado, o investidor pode optar por receber uma participação societária da empresa, ao invés do retorno de seu investimento. 

Tradicionalmente, investidores anjo fazem aportes em startups e podem escolher por receber de volta o valor investido mais lucros quando chega o momento de saída. Seja por venda para outra empresa ou outro fundo. 

Nesse modelo de contrato, mesmo sem alterar o contrato social logo no início, é possível optar por receber uma parte societária da empresa investida. 

De acordo com o Código Civil de 2020 (lei 10.406), o mútuo é um “empréstimo de coisas fungíveis”, ou seja, bens que podem ser substituídos por outros de mesma espécie. Por conta desta característica, ele acabou se tornando o formato escolhido para institucionalizar um aporte em sociedade limitada.

Vantagens do mútuo conversível 

As vantagens desse tipo de contrato funcionam para os dois lados da negociação e isso explica o fato de ser uma modalidade tão popular no mundo das startups e entre fundos de venture capital

Para a empresa que será investida, é possível receber o investimento sem precisar se tornar uma sociedade anônima. Essa é uma prática que gera custos elevados e, dependendo de como for feita, pode inviabilizar a operação da startup. 

Além disso, garante autonomia e liberdade aos empreendedores, que podem seguir tocando o negócio conforme havia sido planejado, já que o investidor não passa a fazer parte do dia a dia da operação quando  realiza o investimento. 

Já para o investidor, é importante saber que poderá optar por receber seu investimento de volta em dinheiro, com juros e atualização monetária. Mas, também, optar por receber participação societária da empresa, que provavelmente terá se valorizado durante esse período. 

Agora que entendeu mais sobre as rodadas de investimento, veja as melhores startups para investir na beegin.

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