O que é o CDI?

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Na renda fixa, vários títulos são indexados de alguma forma ao CDI. Ou pelo menos têm a sua rentabilidade comparada a este indicador. Mas você sabe o que é o CDI e como ele é calculado? Este é o objetivo deste artigo.

O que é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário)?

Depósito Interbancário é uma modalidade de crédito praticada entre os bancos. No sistema financeiro os bancos estão o tempo todo realizando empréstimos entre si, para regularem o seu fluxo de caixa. Estes empréstimos são realizados por meio da emissão de um título chamado Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é registrado na B3.

Diariamente, a B3 consolida a taxa de juros praticada nos CDIs e calcula a Taxa DI, que é o que o público costuma chamar de CDI. Na verdade, CDI é o nome do título, e DI o da taxa de juros praticada no título.

Há alguma relação entre o CDI e a SELIC?

Não há uma relação direta entre o CDI, que envolve empréstimos entre bancos, e a taxa SELIC, que é usada em títulos públicos. Entretanto, como títulos públicos e depósitos interbancários são os mercados de títulos com maior volume de operações, o comportamento das duas taxas costumam ser muito semelhantes.

Por exemplo, de outubro de 2016 a janeiro de 2021 a taxa Selic caiu de 14% para 2% ao ano, segundo o Banco Central. No mesmo período, a taxa DI caiu de 14,13% para 1,90% ao ano em 31 de dezembro de 2020, de acordo com a B3.

Isto acontece porque o título público é considerado o ativo mais seguro para investimento no mercado de capitais. As garantias oferecidas pelo Tesouro Nacional fazem com que o risco de não pagamento dos compromissos do título público sejam extremamente baixos. Por isso, a taxa de juros SELIC acaba servindo de referência, pois, se o governo aceita pagar um valor pelo dinheiro que capta, o restante do mercado entende que aquele é o menor patamar de juros que a economia suporta.

O CDI é um título com percepção de risco igualmente baixa. Primeiro porque o seu vencimento é em 24 horas, ou seja, o banco capta em um dia para regularizar o seu caixa, e paga no dia seguinte. O segundo motivo é que a supervisão do Banco Central intervém caso a saúde financeira do banco esteja em risco, para evitar riscos sistêmicos na economia.

Pela similaridade na percepção de risco do CDI e do título público, a taxa de juros DI acaba oscilando de forma muito próxima à SELIC.

Por que o CDI é referência na renda fixa?

Investidores não investem no CDI, porque este é um mercado restrito aos bancos, mas investem em títulos que podem estar indexados à taxa DI.  Pela relevância do mercado de depósito interbancário, ele acaba se tornando referência para a classe de renda fixa como um todo.

Por exemplo, quando um banco emite um CDB (certificado de depósito bancário), ele está pegando dinheiro emprestado do investidor com perspectiva de longo prazo. Se o banco está disposto a pagar a taxa DI em um empréstimo de curtíssimo prazo como o CDI, ele pode oferecer uma rentabilidade um pouco menor em um horizonte de tempo maior.

Em cenários de juro baixo, contudo, instituições podem oferecer taxas superiores ao CDI como estratégia para tornar seu título mais atrativo ao investidor. Empresas não financeiras, por sua vez, também podem emitir debêntures e outros títulos com remuneração superior ao CDI, porque ainda assim ela pagará uma taxa menor que a do empréstimo bancário.

O CDI e os investimentos alternativos

Nos últimos anos, mudanças estruturais na economia reduziram o patamar de juros no Brasil. Isso refletiu diretamente em uma queda na taxa DI e, consequentemente, nos retornos dos investimentos em renda fixa. Nesse cenário, os investidores começam a avaliar outras possibilidades de investimento buscando melhores retornos, como é o caso dos investimentos alternativos.

Os investimentos mais comuns da classe de ativos alternativos são aportes de recursos em empresas de capital fechado, aquelas que ainda não estão listadas na bolsa de valores. Os aportes podem acontecer por meio de emissão de dívidas por parte das empresas que costumam ser negociadas com taxas bem superiores à DI, considerando as perspectivas de crescimento da empresa com a ajuda do capital investido. Outra forma é o aporte de recurso para comprar uma participação na sociedade da empresa.

Nesse caso, a taxa DI não é referência, e os investidores buscam nesse caso multiplicar o valor investido em algumas vezes no longo prazo, potencial de retorno que nenhum título indexado pela taxa DI pode oferecer. Lembrando que não existe investimento milagroso. É sempre importante avaliar os riscos e o potencial de cada oportunidade.

Com o surgimento das plataformas de alternativos, ou equity crowdfunding, os investimentos alternativos são cada vez mais acessíveis para um perfil bem mais amplo de investidores Essas plataformas podem negociar dívidas, remuneradas a uma taxa bem superior à DI, e participações em empresas de pequeno e médio porte. Normalmente, as plataformas oferecem oportunidades com investimentos a partir de R$ 5 mil, como é o caso da beegin, plataforma de investimentos alternativos do Grupo Solum.

Conheça mais sobre os investimentos por meio de plataformas em nosso ebook ou neste artigo do Blog da Beegin.

Crédito da foto: Background photo created by snowing – www.freepik.com

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