Como se planejar para o novo ciclo de investimentos e negócios

Planejamento para o novo ciclo de investimentos
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Ao final de mais um ano estranho, no meio de uma pandemia, confesso que precisei de uma pausa pra colocar minha cabeça no lugar e entender os próximos passos da minha jornada. Acredito que pra muitos de nós, essa pausa foi necessária. Um fechamento de um ciclo, o início de outro.

Como pessoas, temos a necessidade de marcar a passagem do tempo. Desde o tempo dos babilônios e egípcios, que usavam os ciclos naturais do sol e da lua, criamos marcos temporais pra nos ajudar a entender e controlar o presente e, sobretudo, planejar o futuro. Um novo ano marca o início de um novo ciclo, e isso tem um impacto brutal na nossa motivação para seguir em frente.

Com as empresas não é diferente. Esse é o momento de fechar o balanço, analisar os resultados e olhar para o futuro. Mas, sobretudo, é um momento de pausa e reflexão. Olhar para trás e entender erros e acertos, corrigir rotas e preparar o negócio para o que está por vir. Do contrário caímos na armadilha de “andar em circulos”, ao invés de evoluir, voltamos para o mesmo ponto de partida. E mesmo que as palavras ciclo e círculo tenham a mesma origem, do grego, Ciklos, representam simbolicamente coisas diferentes. A primeira, uma oportunidade de encontrar o novo, a segunda, estagnação.

Pra evitar a temida estagnação, nunca foi tão importante entender a dinâmica e, sobretudo a velocidade, destes novos ciclos. Se antes as pausas para revisar os planos e corrigir rotas eram anuais. Agora elas têm que ser quase diárias, em muitos casos, as decisões são revistas em minutos. Neste novo cenário de aceleração digital e tecnológica, ficar parado é andar pra trás. Mesmo que não tenhamos clareza do que estar por vir, é imprescindível ficar antenado com as tendências. A preparação para responder aos novos desafios requer determinação, resiliência e autoconhecimento.

Mas é preciso, sobretudo, saber “ouvir”. Não só os interlocutores tradicionais mas, também, o mercado, os clientes, e seu próprio instinto, o chamado “gut feeling”. Fundamentalmente, qualquer empresa ou marca (inclusive marca pessoal), que deseja sobreviver no mundo de hoje, precisa de um bom Social Listening. O processo de compreensão da conversa online, interações nas redes sociais, “ouvindo” o que seus clientes estão falando, o que pensam, como se sentem e o que precisam do seu negócio trazem insights valiosos pra decisões estratégicas.

A única certeza que temos é que  amanhã será diferente de hoje. Por isso, pra planejar o próximo ciclo, é importante reavaliar certezas, simular cenários, ter sempre à mão uma outra rota alternativa. Eu, particularmente, sou otimista, mas sempre me eduquei a lidar com os imprevistos.

Vivi um momento de transformação pessoal recente e reforço pra mim mesma todos os dias o que tenho aprendido nessa jornada:

  • Mantenha seus valores, suas balizas, mas revise crenças que podem estagnar seu crescimento;
  • Busque inspiração, se conecte com pessoas com o mesmo propósito;
  • Revise as suas falhas com generosidade e um “approach” positivo entendendo os “defeitos” como pontos de melhoria e oportunidade de aprendizado.

Nossos erros fazem parte da trajetória. E a trajetória, ela faz parte do que nos tornamos. Não dá para prever o futuro, mas dá pra me colocar numa posição mais favorável para desbrava-lo e garantir que o próximo ciclo seja virtuoso.

O artigo apresenta a visão do colunista sobre a questão abordada, e não reflete a opinião da beegin, do Grupo Solum ou qualquer uma de suas empresas. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate sobre o mercado de investimentos alternativos e suas tendências.

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