Política monetária: qual o seu impacto nos investimentos?

Política monetária
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Para administrar a economia, o governo conta com duas grandes frentes: a política monetária e a fiscal. Enquanto a política fiscal controla os gastos da administração pública, a monetária controla o fluxo de dinheiro disponível na economia. Para o investidor, isso é importante saber na hora de diversificar os investimentos, porque impacta o apetite de riscos do mercado e a rentabilidade esperada dos ativos. 

Taxa de juros, controle da inflação, circulação de capital, tudo isso faz parte da política monetária. Ela é conduzida pelo governo, por meio de seus instrumentos legais e órgãos responsáveis pela economia, como o Banco Central. 

Entender a função da política monetária é essencial para entender o momento que a economia está vivendo e compreender os motivos que levam a taxa de juros sofrer alterações. Desta forma, é ela quem influencia a atratividade da renda fixa, renda variável ou até mesmo investimentos alternativos

O que é política monetária

A política monetária é o conjunto de medidas adotadas pelo governo para tentar controlar a quantidade de dinheiro em circulação na economia, ou seja, sua liquidez. No Brasil, que adota o regime de metas da inflação, o seu objetivo é manter os preços controlados, dentro de uma meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. 

E o que é a meta da inflação? É o objetivo de inflação do governo para aquele ano. No Brasil, ela conta com um centro e uma faixa de tolerância. Ou seja, se o centro da meta é de 3,5%, com uma tolerância de 1,5%, se ela ficar em 2% ou 5%, será considerada como meta cumprida. 

Para controlar a inflação, o Banco Central, por meio do seu Comitê de Política Monetária (Copom), utiliza a taxa de juros que incide sobre os títulos públicos, ou taxa Selic, também chamada de taxa básica de juros. Como os títulos públicos são considerados os ativos de menor risco do mercado, sua oscilação impacta em outras taxas de juros, como a DI.

Tipos de política monetária

Existem dois tipos principais de política monetária: expansionista e contracionista. Cada uma delas é usada em momentos diferentes da economia. 

Política monetária expansionista

A política monetária expansionista é usada quando o governo está com a inflação sob controle e quer expandir a quantidade de dinheiro em circulação, aumentando o consumo. Para isso, reduz a taxa de juros e estimula o crédito. Medidas expansionistas também são utilizadas em momentos de crise, para injetar liquidez na economia e mantê-la aquecida.

Política monetária contracionista

Na política contracionista, o objetivo é controlar a inflação e reduzir a quantidade de dinheiro em circulação na economia. Para isso, a taxa de juros é elevada, aumentando o custo do crédito e freando o consumo. 

Política monetária e os investimentos alternativos

Quando o Banco Central aumenta a taxa Selic, os títulos públicos passam a oferecer uma rentabilidade maior. Como eles são considerados os ativos de menor risco do mercado de capitais, os investidores passam a dar preferência a eles em detrimento de ativos de maior risco. Dizemos, neste caso, que o mercado está com maior aversão a risco.

Já quando o Banco Central reduz a taxa Selic, os títulos públicos tornam-se menos interessantes para o investidor. Por isso, eles passam a procurar retornos maiores em ativos de maior risco, como na renda variável e nos investimentos alternativos. Dizemos, portanto, que o mercado está com maior apetite por risco.

Ciclos de juros baixos normalmente estão associados à alta de investimentos na bolsa de valores, em private equity e venture capital. Isto porque investidores que já apresentam uma maior propensão ao risco são mais estimulados a procurarem oportunidades de retorno em empresas de alto crescimento, como startups e scale-ups.

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