Como precatórios podem contribuir para a diversificação de carteira

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A rentabilidade a longo prazo é um objetivo comum a diversos investidores que buscam maiores oportunidades no futuro. Para isso, o mercado financeiro oferece inúmeras possibilidades, como o investimento em precatórios.

Considerado uma das formas mais seguras e inteligentes de rentabilizar no mercado, os precatórios podem oferecer oportunidades à carteira de investimentos.

O que é o investimento em precatório e como funciona?

Os precatórios são títulos de dívidas emitidas pela Justiça para o poder público, em âmbito federal, estadual ou municipal. Trata-se de ordens de pagamento determinadas pela Justiça, após a realização do julgamento e quando não há possibilidade de recorrer.

Assim, a pessoa física ou jurídica que obteve a ordem de pagamento pode vender os direitos, por ser uma dívida legal e reconhecida — é possível efetuar a negociação de forma privada sem a concordância do devedor, ou seja, não é necessário envolvê-lo.

Dessa forma, o investidor antecipa os valores do precatório com descontos ao vendedor e, no futuro, recebe os valores corrigidos. É um tipo de investimento seguro, legalizado e com retorno a longo prazo — ótima boa opção para diversificar a carteira com ativos de renda fixa.

Quais são os tipos de precatórios existentes?

Os precatórios são direitos de crédito obtidos após uma sentença condenatória, que acontecem em diferentes tipos. Em outras palavras, existem naturezas distintas de precatórios, que devem ser devidamente conhecidas pelos investidores antes de realizar aplicações.

Em vista disso, as naturezas dos precatórios são:

  • natureza alimentícia: ações judiciais relacionadas a pensões, aposentadorias, indenizações por morte ou invalidez, e salários;
  • natureza não alimentícia: assuntos relacionados a desapropriações, tributos e outros.

Como são feitos os pagamentos?

Com a condenação definitiva, ou seja, que não há mais possibilidade de recorrer, o poder público deve inserir no orçamento o pagamento do precatório. Dessa forma, a quitação acontece na conta do tribunal em que o processo tramitou, com a correção da inflação e juros.

Segundo a Constituição Federal, a preferência de pagamento acontece nos seguintes casos:

  • créditos alimentares;
  • benefícios previdenciários;
  • pessoas acima de 60 anos;
  • decisões sobre salários e pensões;
  • indenizações por morte ou invalidez;
  • pessoas com deficiência e doenças graves.

Por que investidores aplicam em precatórios?

A diversificação da carteira de investimentos é indispensável a todo investidor que deseja elevar os rendimentos e diluir os riscos. Portanto, os precatórios podem ser uma alternativa vantajosa, visando otimizar o processo para atingir objetivos a longo prazo.

1. Segurança

Assim como o Tesouro Direto, o precatório é um título de dívida do poder público, por isso, é uma modalidade de investimento segura. Como é uma determinação da Justiça, sem possibilidade de recorrer, proporciona maior tranquilidade ao investidor.

2. Proteção contra a inflação

Os precatórios são investimentos a longo prazo, no entanto, quando o retorno é divulgado, há a correção da inflação e acréscimo de juros. Assim, é uma modalidade protegida contra a inflação, evitando prejuízos consideráveis aos investidores.

3. Não correlação

Outra vantagem significativa do investimento em precatório é a não correlação com o mercado financeiro. Por isso, consiste na oportunidade ideal de diversificar a carteira e mitigar os riscos, oferecendo uma rentabilidade interessante para potencializar o patrimônio.

4. Rentabilidade acima da média

Por fim, ao investir em precatório, é possível ter acesso a ativos que oferecem rentabilidade acima da média do mercado financeiro. Por ser uma modalidade segura, é relevante aos investidores que desejam valores maiores no futuro.

Apesar de todas essas vantagens, o precatório é um investimento líquido, ou seja, não existe possibilidade de resgate antes do prazo determinado de vencimento — fator considerado uma desvantagem para muitos investidores.

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