Reserva de emergência: o que é e como criar a sua

Reserva de emergência

Se acontece um imprevisto e você fica sem emprego ou tem uma alta inesperada nas contas de casa, como fazer para não entrar em pânico? É aí que entra a reserva de emergência. 

O primeiro passo na educação financeira é criar esse “colchão financeiro” que vai garantir recursos para a manutenção do seu custo de vista mensal em caso de alguma emergência. 

Antes mesmo de começar a pensar em investimento na bolsa ou investimentos alternativos, o foco deve ser na criação dessa reserva. 

O que é reserva de emergência

A reserva de emergência é um fundo que você cria para bancar o seu custo de vida mensal por um determinado período em caso de algum imprevisto: a perda do emprego, necessidade de saúde, aumento repentino dos gastos fixos, entre outros. 

E por que é importante dar esse passo? Porque imprevistos acontecem e é melhor  usar recursos próprios nesse momento do que precisar recorrer a crédito caro, como o cheque especial ou cartão de crédito. 

Para criar a sua, é importante fazer um diagnóstico financeiro e entender qual o seu custo fixo de vida mensal e qual costuma ser o custo variável, com itens como lazer e cuidados pessoais. 

Com essa informação em mãos, você parte para o próximo passo, que é começar a sua reserva. 

Reserva de emergência: quanto guardar? 

Ela pode representar de 6 a 8 meses do seu custo de vida mensal. Mas pode chegar a 12 meses, caso você queira garantir ainda mais segurança para o seu dia a dia e o da sua família. 

Por exemplo, se o seu custo fixo de vida mensal é R$ 2.000, você precisa juntar de R$ 12.000 a R$ 24.000 para cobrir os custos por um período razoável. 

O importante é todos os meses destinar parte do seu dinheiro para a criação desse fundo. É essencial planejar seus gastos para ter constância e investir assim que receber o salário. 

Reserva de emergência: onde investir

Parte importante da reserva de emergência é que esteja alocada em um ativo de baixo risco e alta liquidez

Baixo risco, pois o objetivo da reserva de emergência em termos de rentabilidade é a preservação do seu patrimônio para quando for necessário usar este dinheiro. 

Portanto, nada de colocar o dinheiro em ações ou outros investimentos que são indicados para o longo prazo. Embora tenham maior potencial de rentabilidade, são mais arriscados.

Alta liquidez, porque o recurso precisa estar disponível de forma rápida, de preferência de forma imediata, para você poder lidar com a emergência. 

O ideal é escolher ativos de renda fixa que protejam seu investimento da inflação, para que você não perca poder de compra. 

Os mais procurados para a reserva de emergência são o Tesouro Selic, que oferece como remuneração a taxa Selic. Os CDBs, que são Certificados de Depósito Bancários e pagam a taxa do CDI, e os fundos DI. Todos eles com liquidez diária. 

Depois de criar a sua reserva de emergência e ter garantido essa segurança financeira, é hora de começar a pensar em investimentos mais arrojados e na diversificação da sua carteira, como ativos de renda variável e alternativos. 

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