Segmentos de listagem: conheça os diferentes

Segmentos de listagem
beegin -invista em startups

Empresas listadas na bolsa de valores precisam seguir algumas diretrizes importantes para indicar que têm governança corporativa, estão atuando de acordo com a legislação vigente e mantêm uma comunicação transparente com seus investidores. Para isso que servem os segmentos de listagem. 

Ao todo, são 5 diferentes segmentos de listagem que indicam o nível de governança corporativa adotada pelas empresas listadas na bolsa. Cada um desses segmentos tem exigências distintas e alguns critérios que precisam ser respeitados para garantir que as empresas estão de acordo. 

O que são segmentos de listagem?

Os segmentos de listagem são categorias criadas para dividir as empresas que estão listadas na bolsa de acordo com o nível de governança corporativa que elas adotaram. Isso serve para sinalizar ao mercado e investidores como são os processos internos da empresa e se elas estão comprometidas em ir atrás de resultados significativos. 

O objetivo é criar uma relação de confiança entre empresas, mercado e investidores. Para isso, existem cinco tipos diferentes de segmentos de listagem. Começando do mais básico e indo até um nível mais transparente de comunicação. 

Os cinco segmentos de listagem são: 

  • Bovespa Mais
  • Bovespa Mais Nível 2
  • Novo Mercado
  • Nível 1
  • Nível 2

É importante ressaltar que a classificação da empresa dentro desses níveis não tem relação com o valuation, mas com o seu nível de governança corporativa e comunicação transparente com o mercado. 

Nível 1

O nível 1 é o mais básico e que requer a menor quantidade de informações da empresa. Nele, as empresas listadas são obrigadas a manter ao menos 25% das suas ações em circulação no mercado. Esse processo é conhecido como free float. 

Reuniões públicas devem acontecer uma vez por ano, além da divulgação de um calendário de eventos e divulgação da política de negociação e código de conduta. 

O tag along definido para empresas desse nível é de 80%. Ou seja, se a empresa for vendida, os acionistas minoritários têm o direito de vender suas ações por 80% do valor pago aos acionistas majoritários pelo novo controlador. 

Nível 2

No nível 2, além das exigências estabelecidas para o nível 1, existem alguns adicionais. O tag along nesse caso é de 100%, tanto para as ações ON quanto para as ações PN. 

O conselho de administração da empresa precisa ter 5 ou mais integrantes com mandato unificado de 2 anos. Além disso, 20% dos membros devem ser conselheiros independentes. 

Por fim, a empresa deve publicar as demonstrações financeiras em inglês e português. 

Novo Mercado

No Novo Mercado só é permitido ofertar ações ON e o tag along é de 100%, obrigatoriamente. É preciso ter 3 membros e que 20% ou 2 deles sejam independentes. 

É preciso divulgar as informações financeiras em inglês e português. E as empresas devem ser comprometer a adotar uma série de práticas de fiscalização, divulgação de dados e garantia de direitos aos acionistas. 

Bovespa Mais

Empresas que fazem parte do Bovespa Mais podem ser pequenas e médias empresas, ainda sem a realização de um IPO para que possam entrar. 

Depois de entrarem para o segmento, elas têm até 7 anos para realizar a sua oferta inicial pública. Elas não podem listar ações PN, apenas ON e devem oferecer 100% de tag along. 

Aqui podem ser empresas que ainda participam do processo de equity crowdfunding, processo regulado pela Resolução CVM 88, mas que pensam em negociar ações na bolsa futuramente. 

Bovespa Mais Nível 2

Além das exigências para o Bovespa Mais, no Bovespa Mais Nível 2 é possível negociar tanto as ações PN quanto as ações ON. E as empresas precisam oferecer 100% de tag along. 

Em breve, além desses segmentos, haverá a BEE4, mercado organizado de ações tokenizadas de empresas emergentes. E para investir neste mercado será simples: basta fazer o seu cadastro na beegin

Como investir em startups

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.