Stock options: entenda se faz sentido para o seu negócio

Stock options

Para empresas que precisam garantir a permanência de altos executivos ou funcionários que apresentam uma performance elevada, uma prática interessante pode ser oferecer a possibilidade deles se tornarem acionistas da empresa, por meio de contratos de partnership ou stock options.

Mas, para isso, é preciso se atentar às regras específicas das stock options no Brasil, para entender quando faz sentido para a empresa oferecer e se o funcionário deve aceitar e fazer uso do benefício que foi oferecido. 

O que é stock options? 

Stock options, ou opção de compra de ações, normalmente são oferecidos aos funcionários que entregam resultados expressivos e são considerados importantes para o negócio. Esta prática se tornou muito comum no Vale do Silício e empresas do mercado financeiro.

No Brasil, a criação de regras específicas para a oferta de stock options chegou a ser discutida na tramitação do marco legal das startups. O Senado, contudo, optou por separar este ponto em uma outra lei, ainda a ser criada, por entender que não só as empresas de inovação poderiam adotar esta prática.

Nesse formato de benefício, é dada a opção de compra de ações da empresa por um preço determinado, mais baixo que o de mercado, em algum momento futuro. Ou seja, para esse funcionário que está comprometido com os resultados da empresa e tem uma performance de destaque, existe a opção de comprar ações da empresa depois de um determinado período na empresa. 

O funcionário pode ou não exercer esse direito de compra. Essa compra pode ser feita depois de um período empregado, normalmente a partir do cumprimento de metas acordadas previamente, e, caso decida vender as ações, será preciso esperar o tempo de carência se esgotar. Não é possível comprar as ações e vendê-las logo em seguida. 

Como funciona o stock options? 

Como diz o nome, stock options é uma opção de compra de ações que a empresa oferece a funcionários do alto escalão e funcionários que entregam resultados diferenciados. Nesse modelo de remuneração variável, é possível adquirir uma certa quantidade de ações da empresa a um preço determinado, mais baixo que o de mercado. 

O funcionário terá o direito de exercer ou não o seu direito de compra. Se decidir por não comprá-las, não haverá custo. Caso decida comprá-las, o pagamento será feito com base no valor acordado na assinatura do contrato. 

Após essa compra, é preciso esperar o fim do período de carência para poder vendê-las. Não é possível fazer a venda logo após a compra, já que a ideia é engajar o funcionário para que ajude a empresa a crescer ainda mais e, consequentemente, elevar o preço das ações. 

Vantagens do stock options

O stock options tem como objetivo engajar o funcionário e melhorar ainda mais a sua entrega, pois assim ele irá ajudar a empresa a seguir crescendo e ajudará na valorização do preço das ações. Com isso, o valor da sua remuneração irá aumentar. 

Ao olhar para o negócio como se fosse seu, a expectativa da empresa é que o funcionário fique ainda mais engajado e se comprometa com os objetivos da empresa de forma dedicada. 

Para o funcionário, é uma forma de ser dono de uma parte da empresa e adquiri-la por um preço mais em conta do que o praticado no mercado. Com isso, sua identificação com a companhia pode ser maior, melhorando seu rendimento e resultados. 

Além disso, a tendência é que a empresa cresça com o tempo e comece a gerar resultados melhores. Isso fará com que o preço das ações suba, aumentando a participação financeira do funcionário que optou por comprar as ações oferecidas. 

Criticas ao stock options

Por se tratar de uma remuneração variável, o stock options pode não ser uma boa opção caso a empresa não cresça conforme o esperado e comece a apresentar resultados negativos. 

Isso faria com que o preço das ações baixasse em relação ao que foi pago pelo funcionário no momento da compra. Isso poderia trazer um prejuízo, já que a venda seria por um valor menor. Claro que o prejuízo só aconteceria se o funcionário decidisse vender as ações. Se optar por esperar uma possível recuperação, poderá vender as ações com lucro no futuro. 

Durante a tramitação do marco legal das startups no Brasil, em 2020, este ponto foi levantado por deputados e senadores como um risco para a regulamentação das stock options. Um caminho regulatório que chegou a ser analisado foi a incorporação desta prática como remuneração variável, nas mesmas regras da participação nos lucros e resultados. O Congresso, contudo, preferiu deixar este ponto fora da lei das startups.

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